sábado, 8 de março de 2008

Mãe! Tenho uma mosca na sopa!

Ratos dentro do forno, baratas a passear pelos talheres e copos mal lavados em discotecas são apenas alguns dos casos com que os inspectores da ASAE se deparam. Prestem atenção a algumas das histórias mais incríveis e tenham medo… Tenham muito medo!

Num restaurante no centro de Lisboa, uma película de gordura e pó revestia paredes, móveis e utensílios. Já dentro das gavetas dos talheres e nos armários da loiça, havia dezenas de baratas a andar entre os garfos, facas, colheres e pratos (os mesmos utilizados às refeições pelos clientes da casa).

Numa padaria a norte de Lisboa, um inspector da ASAE, durante uma operação, abriu a porta de um forno e foi surpreendido ao ver saltar um rato de lá de dentro. Pegou num pau e tentou matar o animal. “Esse não consegue apanhar”, disse o padeiro com ar de quem conhecia o rato há já algum tempo. “Os outros ainda vamos conseguindo, mas esse nem às ratoeiras vai”.

Noutra padaria, na área metropolitana de Lisboa, a massa do pão era feita com água de esgoto e o estabelecimento era habitado por ratos e apresentava várias teias de aranha nas paredes. Foi ainda encontrada uma ratazana num estado avançado de decomposição dentro de uma saca com farinha de pão.

Numa zona na Grande Lisboa em que já não havia água há 3 dias, um restaurante continuou a trabalhar como se nada fosse. A situação na cozinha tornou-se caótica: centenas de pratos sujos empilhados atraíam as moscas; os tachos, panelas e frigideiras eram reutilizados sem qualquer lavagem e a água para a preparação dos alimentos era retirada de um poço, apesar de não haver informações acerca da sua qualidade.

Num talho, nos arredores de Lisboa, havia carne podre com larvas, nas arcas frigoríficas. E como se não bastasse, foram encontradas pratas, limões e outros indícios do consumo regular de heroína, no escritório do estabelecimento, situado por detrás das câmaras frigoríficas.

Em Cascais, num hotel de 4 estrelas, os funcionários da cozinha preparavam as refeições enquanto uma dezena de trabalhadores da construção civil faziam obras na cozinha. Havia pó a circular por todo o lado, entulho acumulado entre as bancadas da cozinha e os alimentos estavam claramente contaminados.

Numa discoteca em Albufeira, para além dos copos utilizados serem mal lavados, nas arcas congeladoras, o gelo era armazenado junto a limões podres, ambos utilizados nas bebidas. Ainda foi detectada a falta de caixotes do lixo: os detritos eram lançados directamente para a rua, como uma verdadeira lixeira a céu aberto, nas traseiras do estabelecimento.

As fiscalizações da ASAE podem ser desencadeadas por queixas feitas pelos consumidores. Por isso, se suspeitar de alguma situação que ponha em perigo a saúde pública, não hesite em denunciá-la. Porque nem todos os ratos são pequenos aspirantes a chefes de cozinha!




(adaptado da Revista Sábado, nº 201 – 6 a 12 de Março)

1 comentário:

senhor frederico disse...
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